O Passado e o futuro estão constantemente a puxar pela nossa atenção. Como o fazem e como nos libertamos é o que vamos descobrir.

Muitas pessoas dizem-me frases do tipo “antes é que era bom”, “quando eu estava no outro trabalho tinha muito mais tempo”, “antes de ter filhos conseguia estar com os meus amigos”, “dantes tinha tempo para ir ao ginásio”, “dantes era mais espontânea, divertida, feliz…” e tantas outras palavras iguais. É como se o passado fosse um lugar mágico onde tudo era melhor. Só que quando estamos tão focados no passado, ficamos com uma insatisfação constante em relação à forma como vivemos o nosso dia a dia. Isto acontece porque te focas no que tinhas e no que achas que perdeste.

Além disso, mantermos o foco nas experiências passadas pode limitar-nos o presente, porque na bagagem trazemos crenças, limites, dores e feridas que não foram curadas nem trabalhadas e que se arrastam de forma inconsciente.

Por outro lado, temos o foco no futuro. “Quando eu tiver tempo volto ao ginásio”, “no novo trabalho é que vou ser feliz”, “quando for de férias é que vou descansar”, “quando me conseguir organizar é que vou conseguir estar com os meus filhos”, “quando arrumar a casa é que me vou sentir tranquila”, “quando tiver mais dinheiro é que vou ser feliz”…

Esta narrativa faz com que estejas a viver, constantemente, à espera de algo que não sabes se vai acontecer, que não controlas e que fará com que estejas sempre frustrada porque as coisas não correm como gostarias e imaginas.

Mas entre o passado e o futuro, há o presente. Viver no dia de hoje não significa que não tenhas algum foco nas experiências vividas nem nos desejos futuros. Na realidade o presente é uma construção. Aquilo que eu vi, aquilo que eu fiz e aquilo que eu fui é que me permite estar hoje onde estou. Bom ou mau, é uma consequência do que a minha vida foi até hoje.

A verdade é que é no hoje que eu posso escolher a mudança, que posso curar o passado e é hoje que eu posso viver em paz com o futuro. Eu não tenho de adiar a minha felicidade para um dia, pelo contrário. A felicidade é algo que acontece, que é fruto dos momentos e não uma meta.

A felicidade é um caminho que se percorre de degrau em degrau e isso só se faz com a consciência na abundância de tempo e na abundância de vida, o que é algo que se consegue quanto olhas para o que tens e vives agradecida por aquilo que existe.

Por isso, uma das estratégias que utilizo e que sugiro muito às minhas alunas e clientes a fazerem é viver em gratidão. Isso não quer dizer que vou estar sempre a dizer em voz alta como estou tão agradecida por tudo o que me acontece, nada disso! Uma excelente técnica é escrever e criar uma rotina em que registamos 5 coisas pelas quais estamos gratas em cada dia.

Podem ser coisas pequenas ou grandes, o importante é que funcionem como lembrete das coisas boas que estão a ser vividas no presente e que, assim, nos ajudem a focar na abundância do aqui e no agora.

Terminando, sugiro que aproveites em pleno cada momento do teu dia, que uses o passado como aprendizagem e o futuro para os sonhos e metas de crescimento.

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