Estou a terminar um livro, que me tem marcado muito e que entre muitos temas interessantes, a determinada altura fala-se de liberdade.

Estamos numa era em que falamos muito de liberdade! Pelo menos a grande maioria de nós preza a sua liberdade!

Liberdade para escolher o que fazer!

Liberdade para se deslocar para onde quer!

Liberdade para estar com quem quiser!

Liberdade para se expressão sem restrições! Para dar a sua opinião!

Liberdade até para decidir que regime alimentar escolher!

Mas, e em relação ao nosso tempo? Em relação à forma como vivemos o nosso dia, seremos mesmo livres?

Como vivemos as nossas 24 horas, ou melhor, os nossos 1440 minutos?

Vivemos em liberdade, ou a nossa “liberdade” é substituída pelas vontades, necessidades e expetativas dos outros?

Quantas vezes estás a fazer algo, és interrompida e nesse momento deixas tudo o que estás a fazer para responder à solicitação (mesmo que não seja assim tão urgente)?

Quantas vezes não dizes que não a algum pedido, mesmo que para isso tenhas de deixar todas as tuas coisas para outra altura?

Quantas vezes tens tantas coisas planeadas e marcadas que o relógio acaba por ser uma prisão?

Esta é a realidade de muitas mulheres que vivem engolidas em tarefas, em expetativas dos outros, em prioridades dos outros e acredita que se também tu te sentes assim, não estás a viver a tua verdadeira liberdade.

Há alguns anos atrás se alguém me pedisse para eu ajustar a minha vida, o meu horário por algo que para essa pessoa era importante eu faria sem pensar duas vezes! Hoje já penso várias vezes antes de aceder a alterações da minha vida e do meu tempo.

O que me pergunto é se aquele pedido é ecológico para mim, se é algo que queira fazer, se é algo que pode ser uma prioridade para mim. Imagina que é uma amiga que me pede ajuda, acedo sem restrições, mas na realidade nem sempre é assim.

Hoje em dia, sou muito criteriosa quando cedo na minha liberdade de tempo, pois esse é o recurso mais importante que tenho, esse não volta a trás, não posso armazenar ou poupar para utilizar mais tarde. O tempo passa e não volta.

Assim, o convite que te faço é mesmo que na próxima semana, observa se estás a perder a liberdade do teu tempo! Analisa se vives as tuas prioridades ou as dos outros, as tuas expetativas ou as dos outros.

Porque lembra-te o Tempo Não Volta!!!  

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