Há dois momentos que marcaram a minha vida e que são, também, os marcos nesta minha jornada em torno da gestão de tempo. Acho que, de certa forma, foram momentos decisivos para fazer tudo aquilo que faço hoje. Despertaram-me de uma forma avassaladora para a questão do tempo e tornaram a minha missão de VIVER uma necessidade.

Muitas vezes, questionam-me como consigo gerir tão bem o meu tempo. Na verdade, sempre geri, mas não me dava conta disso, nem tão pouco valorizava isso de gerir tempo. Sempre fora assim, e, portanto, era a  minha forma natural de estar, até ao momento em que comecei a trabalhar e… percebi, através de uma amiga, a importância que o NOSSO TEMPO tem.

Tinha 23 anos, quando fui trabalhar para uma clínica de uma amiga. Era uma mulher resistente, trabalhava imenso, imenso e dedicava, praticamente, todo o seu tempo à clínica, tanto que pouco ou nada lhe sobrava para se dedicar a si ou à família. Ao fim de 5 anos sem tirar um único dia de férias, resolveu, finalmente, naquele ano, gozar o merecido descanso. Tratou de tudo e marcou férias para o dia 5 de Fevereiro. Morreu a 23 de Janeiro.

E… eu… abanei. Senti o falecimento daquela mulher como se o céu desabasse a terra… e foi o momento em que comecei, verdadeiramente, a questionar a vida… o tempo. Afinal, o que andávamos aqui a fazer com o nosso tempo? Fazíamos com o tempo aquilo que, realmente, valia a pena? Enfim… amanhã, poderíamos já cá não estar… e o que estaríamos, na verdade, a deixar para trás?

O outro momento foi quando, eu própria, me vi confrontada com uma doença grave e com a possibilidade de… não haver amanhã. Aquele amanhã… que é já… amanhã, de facto. O tempo é mesmo precioso e aproveitá-lo tem de ser mais do que querer, é uma necessidade.

Não precisamos de nos confrontar com a morte para que alguma coisa mude em nós ou passemos a valorizar o que ainda podemos fazer. Temos de decidir que viver é a nossa maior necessidade.

Ao contrário de um desejo, que faz que com que queiras fazer alguma coisa, a necessidade exige que ajas. Quando sentes necessidade, não ficas à espera de que as coisas aconteçam. Levantas-te e vais fazer. Vais fazer o que é preciso, porque, se não o fizeres, vais sentir que não estás a viver, que não estás a cumprir o teu destino, que não estás a viver de alma e coração, que não estás a dar o melhor de ti à vida e permitir que a vida te devolva o melhor dela… que é a TUA vida e a forma como a VIVES.

A minha necessidade é que não posso perder a oportunidade da vida e aproveitá-la, todos os dias, com tudo aquilo que mais faz sentido para mim. Se mãe, estar com os meus filhos, ser esposa, viver o casamento. Ser amiga, divertir-me com os meus amigos. Ser médica dentista e dar o melhor de mim aos meus doentes. Ser coach e ajudar-te a viveres o TEU TEMPO da melhor maneira possível.

Dá trabalho! Mas, se não fizer tudo isto, vou arrepender-me para sempre!

E tu? Do que não queres te arrepender de não fazer?

Joana Duque

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